Minimamente Feliz


A felicidade é a soma das pequenas felicidades. Li essa frase num outdoor em Paris e soube, naquele momento, que meu conceito de felicidade tinha acabado de mudar. Eu já suspeitava que a felicidade com letras maiúsculas não existia, mas dava a ela o benefício da dúvida.

Afinal, desde que nos entendemos por gente aprendemos a sonhar com essa felicidade no superlativo. Mas ali, vendo aquele outdoor estrategicamente colocado no meio do meu caminho (que de certa forma coincidia com o meio da minha trajetória de vida), tive certeza de que a felicidade, ao contrário do que nos ensinaram os contos de fadas e os filmes de Hollywood, não é um estado mágico e duradouro.

Na vida real, o que existe é uma felicidade homeopática, distribuída em conta-gotas. Um pôr-de-sol aqui, um beijo ali, uma xícara de caférecém-coado, um livro que a gente não consegue fechar, um homem que nos faz sonhar, uma amiga que nos faz rir. São situações e momentos que vamos empilhando com o cuidado e a delicadeza que merecem alegrias de pequeno e médio porte e até grandes (ainda que fugazes) alegrias.
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O que todos temos em comum? (Artigo)

…”todos temos em comum a busca da felicidade. Um questionamento: será que a infelicidade não é um engano? Será que já não somos todos felizes?”

Sua Santidade o Dalai Lama – que quer dizer, pessoa sábia; não pessoa inteligente ou pessoa que tem conhecimento – pergunta em um dos seus livros: “O que os quase 6,5 bilhões de pessoas do nosso planeta tem em comum?” Indo um pouco mais além, fico imaginando ele questionando o que tem em comum palestinos e israelenses, coreanos do norte e do sul, estadunidenses e mexicanos? O que nós latinos temos em comum com nossos irmãos africanos?

Sua resposta foi simples e ao mesmo tempo profunda, como qualquer coisa simples que fazemos, descobrimos ou vivemos. Não é fácil ser simples.O que todos temos em comum é que todos, absolutamente todos queremos ser feliz! Simples: nosso objetivo principal é a felicidade. Ou não?
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Machu-Picchu

A cidade perdida dos Incas (Machu Picchu) fala por si só. É inacreditável caminhar pro este lugar, sentir a energia das pedras, das construções. Aqui, a palavra mais usada é “Fantástico!”.