Um homem precisa viajar


Foto acima: Tomando sopa, dentro de uma cabana de “totora” em uma das ilhas flutuantes dos Uros no lado peruano do lago Titicaca; no pulso direito, meu último relógio, que, inclusive, presenteei um dos nativos.

Sou um buscador, um guerreiro do coração e gosto muito de algumas frases de autores conhecidos. Todos eles falam sobre busca, renascimento, novo e velho, vida e morte; falam da necessidade que nós seres humanos temos de nos renovarmos a cada dia, a cada momento, a cada instante. Afinal de contas, vida é movimento.
Tem três comentários, um do escritor lusitano José Saramago, outra do também poeta português Fernando Pessoa, e o última do nosso navegador solitário que gostaria de repassar neste momento.
Diz Fernando Pessoa: “Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares”. Para ele, esse é o tempo da travessia. Contudo, lembra Fernando pessoa, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos.
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Experiências de um Buscador em vídeo

O vídeo abaixo, produzido por mim e pelo meu filho Lucas Luís, mostra um pouco das minhas experiências como buscador neste mundo de D´Eus, sejam elas como mendigo no dia do natal – meu aniversário-, ou como andarilho pela BR-101 de Criciúma a Florianópolis, ou até mesmo como peregrino a Santiago de Compostela (2 vezes), no Caminho das Missões, na Trilha Inca. Se quiser, deixe sua impressão em “comentário” ou sugira para amigos.
O buscador: a jornada de cada um rumo ao coração.

Se depois de clicar no play (>) a reprodução estiver truncada, experimente clicar em pause (II) e deixar o vídeo carregar enquanto você faz outras coisas na web. Uma linha vermelha mostrará o quanto já foi carregado. Ao final é só clicar no play (>) novamente para curtir as emocionantes imagens aliada a uma tocante trilha sonora. A gente se encontra no caminho!

Por que eu caminho?

Explicar mentalmente porque caminho eu não consigo. Talvez um dia consiga, talvez não, mas isso não me intriga. E nem é prioridade.

Talvez eu caminhe para encontrar mais razões sinceras de viver. Talvez eu busque um sentido diferente àquele que o sistema impõe desde a tenra idade. Nascer, crescer, trabalhar, acumular, ter e morrer. Wiliam Wallace no filme “Coração Valente”, diz textualmente: “Os homens morrem, mas há homem que não vive”. Eu sei que todos vamos passar, por isso eu quero viver. Tenho ânsia de vida, de pulsar pelo bem, mas não só bem pra mim, para meus filhos, parentes e amigos. Meu sonho é o da plenitude pra todos. Ninguém é feliz sozinho.
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Caminho das Missões

Caminhada de 170km, percorrido em 7 dias, de 15 a 22 de julho de 2006, que iniciou em São Nicolau e terminou em Santo Ângelo, no Rio Grande do Sul. Durante uma semana pude ser literalmente meu companheiro de viagem nesta jornada, usando como “desculpa” o Caminho das missões. Além disso, pude me inteirar com mais profundidade de parte rica da nossa história, que foi o envolvimento dos padres jesuítas, representando a coroa espanhola, com os índios Guaranis. Foram quase 200 anos do que eles denominaram de “Terra sem males”, onde somente 10% dos cerca de 100 mil Guaranis participaram das reduções jesuíticas. Estou preparando o relato detalhado que será divulgado no jornal “A Tribuna”, de Criciúma, e, posteriormente, veiculado nesta página.

Santa Paulina

No carnaval de 2006 fiz uma experiência inédita até então pra mim: ao invés de ir para meus destinos, resolvi retornar. Fiz 210 quilêmetros em oito dias entre Nova Trento – desde o Santuário de Santa Paulina – até Criciúma.

Machu-Picchu

A cidade perdida dos Incas (Machu Picchu) fala por si só. É inacreditável caminhar pro este lugar, sentir a energia das pedras, das construções. Aqui, a palavra mais usada é “Fantástico!”.