O centésimo macaco.

O macaco japonês da raça Fuscata, vinha sendo observado há mais de trinta anos em estado natural. Em 1952, os cientistas jogaram
batatas-doce cruas, nas praias da ilha de Kochima para os macacos. Eles apreciaram o sabor das batatas-doce, mas acharam desagradável o da areia. Uma fêmea de um ano e meio, chamada Imo, descobriu que lavar as batatas num rio próximo resolvia o problema. E ensinou o truque à sua mãe. Seus companheiros também aprenderam a novidade e a ensinaram às respectivas mães.
Aos olhos dos cientistas, essa inovação cultural foi gradualmente assimilada por vários macacos. Entre 1952 e 1958 todos

os macacos jovens aprenderam a lavar a areia das batatas-doce para torná-las mais gostosas. Só os adultos que imitaram os filhos
aprenderam este avanço social. Outros adultos continuaram comendo batata-doce com areia.
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A arte de caminhar


(Por: MOACYR SCLIAR)

Desde a antiguidade movimentar o corpo ajuda as pessoas a pensar, tomar decisões e expressar indignação; na literatura artistas e apaixonados são andarilhos.

A consciência da necessidade de praticar exercícios físicos é recente.

“No começo, era o pé”, diz o antropólogo Marvin Harris. O pé, não a mão. A mão nos fez humanos – mas antes de sermos humanos somos parte do reino animal, e o nosso corpo precisa atender às necessidades que os animais enfrentam, entre elas a do deslocamento.

O ser humano evoluiu, tornou-se bípede, mas continuou caminhando. E passou a usar a caminhada para outros fins que não o de chegar a um lugar específico: o de buscar determinada coisa.

Praticar exercícios físicos é algo relativamente recente, mesmo porque, no passado, o sedentarismo era a exceção antes que a regra; caçadores, agricultores, trabalhadores em geral jamais pensariam nisso. Mas muito cedo o ato de caminhar adquiriu um significado psicológico, simbólico.

O protesto político muitas vezes se fez, e ainda se faz, sob a forma de marchas, de caminhadas; foi o caso da Marcha dos 100 Mil (1968), um dos primeiros protestos organizados contra a ditadura no Brasil.

Os filósofos gregos muitas vezes ensinavam a seus discípulos caminhando. “Levanta-te, toma teu leito e anda”, diz o Evangelho (João, 5:8), ou seja, vá em busca de seu destino, de seus objetivos.

E Santo Agostinho cunhou uma expressão famosa: Solvitur ambulando, caminhar resolve (os problemas, as dúvidas). Por quê?
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Ingredientes para o amor

Admiração, confiança e respeito, os ingredientes do amorFiquei bastante tentada a colocar o título desse texto de “Receita de Amor”. Acho que ficaria mais interessante, mas infelizmente não acredito em receitas para o amor e estaria começando com a consciência pesada. Então, resolvi dar apenas os ingredientes. A sua receita é você quem cria!

Faz alguns anos, conversando com uma amiga psicóloga – a Sandra Macedo – ela me disse que um relacionamento só poderia dar certo se estivesse baseado em três sentimentos. Eu, obviamente, imaginei que o primeiro seria o amor e os outros, nem teriam tanta importância. Qual não foi a minha surpresa quando ela citou os três e o amor ficou de fora.
Passei bastante tempo refletindo se concordava com o que ela havia dito e somente depois de alguns anos compreendi que, na verdade, aquela era a “fórmula” do amor. Ou seja, não é possível sentir e principalmente manter-se sentindo amor por uma pessoa caso não a admiremos, não a respeitemos nem confiemos nela! Mas descobri que cada um de nós, quando usa essa “fórmula”, obtém o seu próprio resultado, dependendo também da combinação entre o que somos e o que o outro é! Isto é, eu posso confiar, admirar e respeitar um homem, mas nem por isso amá-lo como homem. Posso tê-lo apenas como amigo ou irmão. Mas quando acontece uma alquimia entre a química contida em dois corações, aí sim sentimos o amor pulsar e expandir nossa existência como uma espécie de magia (embora o amor não tenha nada de mágico e sim de sublime)!
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Wabi sabi: A Arte da Imperfeição

Wabi sabi, o todo no vazio, no detalhe

Não sei quanto a você, mas eu ando definitivamente exausta de correr atrás da perfeição. No outro dia me peguei medindo as toalhas de banho dobradas para que elas formassem impecáveis pilhas no meu armário. Uma amiga me diz que arruma os vidros de tempero por ordem alfabética. Não é incrível?

Nosso índice de tolerância aos “defeitos de fabricação” do universo anda mesmo muito baixo. E isso nos torna a espécie mais reclamona do universo, provavelmente a única!

Ou será que bois e vacas interiormente também reclamam do calor e daquelas moscas sempre em volta dos seus rabos…

Passamos um bocado de tempo tentando caber nas molduras que inventamos para nós mesmos. Isso quando escapamos de tentar vestir à força as expectativas que os OUTROS criaram para NÓS. Senão, me digam por que seres humanos razoáveis investiriam tanto tempo, dinheiro e energia para tentar recuperar a imagem que tinham aos 18 anos?

Perceber a beleza que se esconde nas frestas do mundo imperfeito é uma Arte. Você conhece aquela história de que os tapetes persas sempre tem um pequeno erro, um minúsculo defeito, apenas para lembrar a quem olha de que só Deus é perfeito? Pois é, a Arte da Imperfeição começa quando a gente reconhece e aceita nossa tola condição humana.
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Cérebro com muita saúde

…“A seqüência de indicações aponta para o perigo da solidão, que pode até adoecer; barulho demais e intenso é prejudicial, mas silêncio ininterrupto por longo tempo também o é. Estudos demonstram que relações estáveis estimulam a saúde mental e física e até prolongam a vida”…

(*) Manoel Mendes

Sua Santidade o Dalai Lama diz quase sempre em suas palestras que todos os seres vivos do planeta têm algo em comum, não importa onde vivem e moram, mas todos querem ser feliz. Na verdade, penso por hora que a infelicidade é um engano. Mas o fato é que aqueles que não sabem que assim o são, buscam avidamente esta felicidade.

A falar de felicidade sem saúde é como de falar de existência sem corpo; afinal de contas, existe espírito sem corpo, mas não existe corpo sem espírito. Portanto, saúde, de acordo com a Organização Mundial de Saúde, é a perfeita harmonia entre corpo, mente e espírito.
Falar de corpo saudável é, de certa forma, mais tranqüilo, pois as informações estão aí pra todos, como se alimentar corretamente, ter uma prática corporal, e assim por diante. O espiritual já não é tão consensual, mas até mesmo os agnósticos e ateus já falam da importância de uma ligação com algo superior. Mas a mente, o cérebro é uma questão fundamental para uma saúde perfeita neste plano físico que é, no frigir dos ovos, onde nós vivemos a realidade.

Na revista Mente & Cérebro, número 19 ( edição especial), a neurocientista e professora da Universidade do Rio de Janeiro, Suzana Herculano-Houzel, relata um estudo que oferece preciosas informações sobre algumas atitudes fundamentais para melhorar – e, sobretudo, manter o raciocínio e a memória ágeis por mais tempo. De acordo com ela, mais do que ausência de mal-estar, o bem-estar envolve um conjunto de sensações de satisfação, de prazer, de motivação, auto-estima, força física, relacionamentos sociais benéficos, alguma dependência e autonomia sobre a própria vida.
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Tudo começa e termina nas pessoas.

…”Depois da sua competência técnica, seus relacionamentos são a fonte mais importante para o seu futuro, em todos os níveis”…

Recebi dia destes, via e-mail, um pequeno artigo apócrifo que me chamou muito a atenção o qual compartilho com o meu leitor. Dizia que tudo o que eu, você e todas as pessoas que conhecemos fazem, sempre começa e termina em pessoas. De um jeito ou de outro, como estamos ligados indivisivelmente, o final das coisas é desembocar nas pessoas.

Se você tivesse que passar o resto da sua vida com todas as riquezas do universo… sozinho em uma ilha deserta, de que valeria qualquer sucesso? Você – e eu – precisamos compartilhar o tempo, a vida e as experiências com outras pessoas.

Empresas que se esquecem deste fator, se concentrando somente no balanço do trimestre, acabam soterradas por guerrilheiros dos negócios ou sabotadas por inúmeros funcionários descontentes que, na melhor das hipóteses, entram em “operação padrão”.

Você pode ser genial, mas as pessoas gostam de trabalhar com você? (Eu não perguntei se elas gostam de passear com você. Isso é fácil. Perguntei se elas gostam de trabalhar com você). Continuar lendo