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Cérebro com muita saúde

…“A seqüência de indicações aponta para o perigo da solidão, que pode até adoecer; barulho demais e intenso é prejudicial, mas silêncio ininterrupto por longo tempo também o é. Estudos demonstram que relações estáveis estimulam a saúde mental e física e até prolongam a vida”…

(*) Manoel Mendes

Sua Santidade o Dalai Lama diz quase sempre em suas palestras que todos os seres vivos do planeta têm algo em comum, não importa onde vivem e moram, mas todos querem ser feliz. Na verdade, penso por hora que a infelicidade é um engano. Mas o fato é que aqueles que não sabem que assim o são, buscam avidamente esta felicidade.

A falar de felicidade sem saúde é como de falar de existência sem corpo; afinal de contas, existe espírito sem corpo, mas não existe corpo sem espírito. Portanto, saúde, de acordo com a Organização Mundial de Saúde, é a perfeita harmonia entre corpo, mente e espírito.
Falar de corpo saudável é, de certa forma, mais tranqüilo, pois as informações estão aí pra todos, como se alimentar corretamente, ter uma prática corporal, e assim por diante. O espiritual já não é tão consensual, mas até mesmo os agnósticos e ateus já falam da importância de uma ligação com algo superior. Mas a mente, o cérebro é uma questão fundamental para uma saúde perfeita neste plano físico que é, no frigir dos ovos, onde nós vivemos a realidade.

Na revista Mente & Cérebro, número 19 ( edição especial), a neurocientista e professora da Universidade do Rio de Janeiro, Suzana Herculano-Houzel, relata um estudo que oferece preciosas informações sobre algumas atitudes fundamentais para melhorar – e, sobretudo, manter o raciocínio e a memória ágeis por mais tempo. De acordo com ela, mais do que ausência de mal-estar, o bem-estar envolve um conjunto de sensações de satisfação, de prazer, de motivação, auto-estima, força física, relacionamentos sociais benéficos, alguma dependência e autonomia sobre a própria vida.
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Tudo começa e termina nas pessoas.

…”Depois da sua competência técnica, seus relacionamentos são a fonte mais importante para o seu futuro, em todos os níveis”…

Recebi dia destes, via e-mail, um pequeno artigo apócrifo que me chamou muito a atenção o qual compartilho com o meu leitor. Dizia que tudo o que eu, você e todas as pessoas que conhecemos fazem, sempre começa e termina em pessoas. De um jeito ou de outro, como estamos ligados indivisivelmente, o final das coisas é desembocar nas pessoas.

Se você tivesse que passar o resto da sua vida com todas as riquezas do universo… sozinho em uma ilha deserta, de que valeria qualquer sucesso? Você - e eu – precisamos compartilhar o tempo, a vida e as experiências com outras pessoas.

Empresas que se esquecem deste fator, se concentrando somente no balanço do trimestre, acabam soterradas por guerrilheiros dos negócios ou sabotadas por inúmeros funcionários descontentes que, na melhor das hipóteses, entram em “operação padrão”.

Você pode ser genial, mas as pessoas gostam de trabalhar com você? (Eu não perguntei se elas gostam de passear com você. Isso é fácil. Perguntei se elas gostam de trabalhar com você). Continue lendo ‘Tudo começa e termina nas pessoas.’

Mudar para crescer

“Atualmente vejo que a vida passa da Vila Nova; se não procurasse entender porque pensava daquele jeito e tentasse ir a raiz das questões sem se culpar e nem culpar ninguém, jamais poderia crescer, evoluir, transcender.”

Credita-se a Albert Einstein a frase de que “é mais fácil dividir um átomo do que um indivíduo muitas vezes mudar de idéia”. Talvez o cientista alemão quisesse dizer que parece que nós somos ensinados desde a tenra idade a sermos um tipo de pessoa, a nos comportarmos de tal maneira diante dos fatos que acabamos sendo seres totalmente previsíveis. Enfim, influenciados pela mídia, religião, cultura, família, educação, ideologia, vamos nos moldando e, aos poucos aceitamos a realidade como uma verdade pronto. É só seguir o script.

Pensando assim, agindo assim, concluímos que a realidade aqui fora já está pronta e que cabe a cada um de nós somente entendê-la e reproduzi-la. Somos direcionados a pensar que é o fora que influencia e decide o dentro, mas, como nos esclarece a física quântica, o dentro também tem o seu ponto de vista (células, moléculas, átomos). Talvez o slogan do fascismo clareie mais o que intenciono refletir: “Não pense. Deixe que o estado pensa por você”.

Lembro-me que três temas me foram passados desde pequeno como algo feio, pecaminoso. Só em pensar já me causava culpa e era motivo de sofrimento. Falo do espiritismo, do comunismo e da maçonaria. Menciono estes três, mas poderia tocar em muitos outros assuntos que, diante do preconceito, nos impedem de crescermos como ser humano e nos melhorarmos como seres que estão neste jornada existEncial. Continue lendo ‘Mudar para crescer’

Indicações para o “Programa do Jô”

Salve pessoal!
Antes de tudo e de mais nada, muito agradecido a todas as pessoas que me indicaram como sugestão de pauta para o “Programa do Jô”. Fico honrado com a lembrança e as indicações que vêm acontecendo desde 2006, quando lancei meu primeiro livro “O Buscador - Uma aventura a Machu Picchu” e aumentaram com o segundo, “Compostela - Muito além do Caminho de Santiago”, este em parceria com o empresário Beto Colombo.
Estamos juntos!

Indicação desde agosto do ano passado

Já não nos tocamos mais

… “Penso que desculpas cabem quando fazemos algo de errado ou de ruim para outras pessoas, mas encostar sem querer no outro não é motivo de desculpa, ou é?”…

O abraço não custa nada e é de grande valia para a saúde

O abraço não custa nada e é de grande valia para a saúde

Até ter passado por aquela experiência, jamais tinha me tocado de que pé chegamos com esta humanidade dita desenvolvida, aberta e moderna. Até passar três meses estudando línguas nos Estados Unidos, nunca tinha me apercebido que nossa humanidade está em risco não somente por causa da fome e da destruição do planeta. Depois daquela chocante conclusão, constatei que o que havia vivenciado não era somente porque estava num país frio, calculista, mas valia para todos os países, sem distinção.

Era fevereiro de 2000, estado da Virgínia. Morava nos alojamentos da Old Dominium University, em Norfolk. Depois da aula, fui a um supermercado para umas compras como fazia semanalmente. Qual não foi minha surpresa quando um dos nativos estadunidense raspou seu cotovelo nas minhas costas; eu nem ia me dar conta se não fosse os inúmeros e seguidos pedidos de desculpa. “I’m sorry”, dizia aquele jovem senhor de gravatas e paletó, cabelos compridos que se avolumavam atrás da orelha, bigode médio de cor avermelhada. “I’m so sorry”, repetia.

Confesso que no início eu não sabia porque tanta desculpa. Olhei se ele estava sujo para me sujar também. Parecia tudo normal. E estava, pra mim. Pra ele não: ele havia me encostado. Depois soube que pra muitos nativos daquele país, encostar no outro é quase que agredi-lo, é entrar na sua privacidade. Tentei em vão, com o meu parco inglês, dizer que estava tudo bem, que não tinha sido nada. Só percebi que as coisas melhoraram quando não o vi mais na minha frente. Continue lendo ‘Já não nos tocamos mais’

O caminho do coração

Estava escrito no muro: "Quien soy? Mira en tú corazón"

… “Na vida só existem dois caminhos e ambos levam a lugar algum,
mas só um tem coração”…

A saga do antropólogo estadunidense, Carlos Castanheda, convivendo anos na década de 1960/1970 com o xamã mexicano, dom Juan Maltus, é, no mínimo, instigadora para todos nós buscadores deste mundo D’Eus. Enquanto tentava entender o efeito das plantas alucinógenas na vida dos nativos, enveredou-se numa jornada de autoconhecimento, de encontros e desencontros que mexe com todos que entram em contato com esta experiência. A partir do encontro com Dom Juan Maltus, Castanheda mudou o foco da “lanterna”, ou seja, deixou de focar fora para iluminar dentro.

Dom Juan Maltus falava do caminho do guerreiro, não do guerreiro de armas, mas do combatente de si mesmo. Daquele que vai ao âmago da sua alma, que atravessa o deserto da existência, que vivencia a tristeza medular e que, por isso, também conhece a alegria verdadeira. Continue lendo ‘O caminho do coração’