Arquivo Mensal de julho/2009
… “O nosso maior inimigo é a percepção interior a nossa própria ignorância, que é o nosso próprio ego”.
Manoel Mendes (*)
Muito já se falou e escreveu sobre o ego, mas parece que ainda muito há que se falar. Ainda bem.
Freud e Jung discorreram verdadeiras teses que são aceitas como atuais nos dias de hoje. Mas foi um texto do colega de movimento “Guerreiros do Coração” do Clã Coração de Porto Alegre, Alexandre Maltz Press, que chegou perto do que tenho pensado nos últimos tempos. Ele elencou algumas idéias sobre este tema após assistir ao filme “Revólver”.
De acordo com Freud, nossa personalidade é formada tomando como base o ”id”, o “ego” e o “superego”. O id só busca o prazer pelo prazer sem medir as conseqüências; talvez seja o lado mais infantil do ser. O Superego é o “policial”, o regulador, são as normas que impõe limites, boa parte das vezes castrador; talvez o lado autoritário do ser. Já o ego é o regulador, a decisão pendular de dar vazão ao id ou ao superego. O ego talvez seja o lado maduro do ser. Um ego bem estruturado significa um ser saudável em todos os sentidos.
Mas para Alexandre Press, o ego é o pior dos trapaceiros que podemos imaginar, pois não o vemos. Para o participante do movimento “Guerreiro do Coração”, nesta relação ainda existe uma trapaça maior, que é: eu sou você. O Ego insiste em se passar por mim e eu, convenientemente, aceito.
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“Talvez espiritualidade seja compreender que o caminho é solitário, que somos mesmo fracos, frágeis e que não acharemos conforto e proteção em outro lugar que não seja em nossos corações, e luz nas nossas próprias consciências”.
(*) Manoel Mendes
Há muito tempo venho questionando e pesquisando sobre o significado prático de duas palavras que parecem que se convergem, mas, pra mim, por hora, se divergem frontalmente. Trata-se de “espiritualidade x Religiosidade”. Quem me deu uma luz foi Paulo Kaneko, um amigão que fiz no Caminho das Missões e já se vão quase cinco anos de uma bonita e espiritualizada amizade.
Mas, afinal, o que é religiosidade?
Continue lendo ‘Religiosidade x espiritualidade’
…“A seqüência de indicações aponta para o perigo da solidão, que pode até adoecer; barulho demais e intenso é prejudicial, mas silêncio ininterrupto por longo tempo também o é. Estudos demonstram que relações estáveis estimulam a saúde mental e física e até prolongam a vida”…
(*) Manoel Mendes
Sua Santidade o Dalai Lama diz quase sempre em suas palestras que todos os seres vivos do planeta têm algo em comum, não importa onde vivem e moram, mas todos querem ser feliz. Na verdade, penso por hora que a infelicidade é um engano. Mas o fato é que aqueles que não sabem que assim o são, buscam avidamente esta felicidade.
A falar de felicidade sem saúde é como de falar de existência sem corpo; afinal de contas, existe espírito sem corpo, mas não existe corpo sem espírito. Portanto, saúde, de acordo com a Organização Mundial de Saúde, é a perfeita harmonia entre corpo, mente e espírito.
Falar de corpo saudável é, de certa forma, mais tranqüilo, pois as informações estão aí pra todos, como se alimentar corretamente, ter uma prática corporal, e assim por diante. O espiritual já não é tão consensual, mas até mesmo os agnósticos e ateus já falam da importância de uma ligação com algo superior. Mas a mente, o cérebro é uma questão fundamental para uma saúde perfeita neste plano físico que é, no frigir dos ovos, onde nós vivemos a realidade.
Na revista Mente & Cérebro, número 19 ( edição especial), a neurocientista e professora da Universidade do Rio de Janeiro, Suzana Herculano-Houzel, relata um estudo que oferece preciosas informações sobre algumas atitudes fundamentais para melhorar – e, sobretudo, manter o raciocínio e a memória ágeis por mais tempo. De acordo com ela, mais do que ausência de mal-estar, o bem-estar envolve um conjunto de sensações de satisfação, de prazer, de motivação, auto-estima, força física, relacionamentos sociais benéficos, alguma dependência e autonomia sobre a própria vida.
Continue lendo ‘Cérebro com muita saúde’
A nossa vida é praticamente 10% o que fazemos dela e 90% a maneira como a recebemos! E nós não vamos deixar que os outros, contaminados até as suas camas, despejem seus lixos sobre nós, vamos?
(*) Manoel Mendes
Sempre me inquietou o fato de muitas pessoas que conheço reclamarem dos transtornos causados pelo caminhão que recolhe o lixo. É claro que quem chega a este estado, já acha até normal reclamar de tudo. Mas, convenhamos, reclamar que o caminhão pára no meio da rua, faz barulho à noite, solta chorume…é como reclamar da própria sombra.
Dia destes, recebi uma mensagem assaz interessante instigado por esta inquietação sobre o lixo, resolvi escrever o meu artigo de hoje. Dizia que uma determinada pessoa havia tomado um táxi e foi direto para o aeroporto. Estavam, ela e o taxista, rodando na faixa certa quando, de repente, um carro preto saltou do estacionamento. O motorista do táxi pisou no freio, deslizou e escapou do outro carro por um triz!
Continue lendo ‘Lei do Caminhão de Lixo’

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