Quem sou eu?

“O ser humano pouco se observa. Por isso, nós acreditamos que somos aquilo que nós pensamos ou falamos. Passamos a pensar que nosso discurso somos nós, viramos palavras. Palavras ao vento. Por isso, quem se conhece, não pensa que é aquilo que fala, mas fala aquilo que é”.

Luz e sombra, duas dimensões de um único e indivisível serTalvez o maior questionamento que o ser humano tem e que ainda permanece um grande mistério de toda a sua existência seja “quem sou eu?”. Todos os mais de 6 bilhões de pessoas que vivem atualmente neste planeta e os bilhões que aqui também viveram e já passaram, provavelmente, em algum momento da existência, também fizeram pra si esta simples e profunda pergunta: “que sou eu?”. Interessante que para muitos, não só esta pergunta é contumaz, como outras duas que a acompanham, que são, “de onde vim?, e “para onde vou? “.

Quem chega a este questionamento, alcança uma complexa pergunta que envolve questões existenciais. E isto é muito bom porque, simplesmente não vai levando os dias como se fosse autômato. O questiona. E, como sabemos, a verdade liberta, mas ela só surge a partir de uma pergunta, de um questionamento. E verdades existenciais surgem a partir de questões existenciais.
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Por que eu caminho? (Artigo)

…”Talvez eu caminhe para encontrar mais razões sinceras de viver. Talvez eu busque um sentido diferente àquele que o sistema impõe desde a tenra idade. Nascer, crescer, trabalhar, acumular, ter e morrer”…

A sombra vai a frente; eu estou aquiA pergunta acima foi feita pelo amigo Sandro de Mattia certa ocasião e, daquele momento em diante, passei a meditar sobre o tema. Refleti muito do porque de tempo em tempo prendo uma mochila nas costas, cajado na mão, entusiasmo no coração e saio por este mundo de D’Eus correndo riscos.

Viver é correr riscos!

Já fiz algumas experiências inusitadas, todas muito impactantes. Foi assim nos nas duas vezes que fiz o Caminho de Santiago, na Espanha; como andarilho de Criciúma a Florianópolis pela BR – 101; na vivência como mendigo no dia do natal, meu aniversário; no Caminho das Missões; na jornada de volta pra casa desde o Santuário de Santa Paulina até Criciúma, nos 22 dias viajando pela Bolívia e Peru, até chegar à cidade perdida dos Incas: Machu Picchu. Destas experiências, inclusive, surgiram dois livros, “O Buscador: uma aventura a Machu Picchu”, que já está na segunda edição, e “Compostela – Muito além do Caminho de Sanrigoa, este, escrito a dois corações com Beto Colombo.

O fato é que a rotina me angustia.
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Pessoa reativa versus pessoa sensível

Um caminho de flores e de bolha…Pessoas reativas não pensam. Ou melhor, pensam que pensam, quando somente reagem emocionalmente a qualquer coisa, sem refletir, sem controlar, sem observar o todo, como crianças”…

Um dos grandes segredos de uma pessoa bem quista são os seus relacionamentos. Há quem diga que este não é um dos, ele é o mais importante, afinal de contas, uma pessoa assim é sempre um boa companhia, um papo agradável e desejada em muitas rodas.

Recentemente recebi um texto do amigo Osvaldo Schaukoski cujo título era o mesmo aí de cima: “Pessoa reativa x pessoa sensível”. O Schauk,como é conhecido o meu amigo, não é um destes internautas sem critério que despeja dezenas de e-mails para a sua lista só porque se “sensibilizou” com a mensagem e acha legal. Pelo contrário. Por isso aquele texto já havia me fisgado e ao chegar ao final estava satisfeito com a mensagem que, de acordo com ele, era anônima e que, agora, do meu jeito, repasso aos meus leitores.
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Fragmentação (Artigo)

…”Vá na divisa de um país com outro, coloque os pés num lado da fronteira e o outro no outro lado e observe o que você sente”…

Um banco de e para todosO ex-reitor da Unipaz, Pierre Weil, que recentemente passou para outra existência, deixou uma contribuição inestimável para a humanidade por intermédio das suas mais de 50 obras escritas e traduzidas para todos os continentes. Mas uma delas há anos me sensibilizou e me fez tomar consciência de quanto nós seres humanos somos indivisíveis: trata-se do livro “A arte de viver em paz”. Tanto é assim que hoje sou, inclusive, facilitador do seminário, que leva o mesmo nome do livro, e desde que me habilitei, venho mediando este tema com estudantes, empresários, trabalhadores, enfim, com buscadores em geral.

Durante o seminário de 12 horas que em breve facilitarei no Oikos – Lar de convivência (www.oikos.org.br), trabalhamos a inteireza do ser, o resgate da essência humana. E para isso, buscamos observar o que se está fazendo para o todo e até buscar alternativas que vão ao encontro da vida. Desta forma, para entender melhor este ser humano, dividimo-lo em três: eu comigo, onde tem-se introdução de relaxamento, meditação; eu com o outro, onde buscamos observar nossas relações sociais, com destaque à cooperação; e eu com a natureza, onde percebemos que a natureza não está fora de nós.

É justamente aqui, neste ponto, que vou me ater doravante neste artigo. De acordo com o francês Pierre Weil, o maior paradigma atual da humanidade é o da fragmentação. Isso quer dizer que fragmentamos tudo, dividimos qualquer coisa, separamos o inseparável. Continuar lendo

Somos todos um (artigo)

… “Tudo está entrelaçado, somos todos um nesta grande rede de relacionamentos, por isso, não adianta somente eu tentar resolver o ‘meu’ problema porque não se resolve quase nada na essência”…

O trigo também é pãoRecentemente falei sobre um importante tema no programa “Debate aberto”, aquele das 12 às 13h, na Rádio Som Maior Premuim. Falávamos sobre indulto de natal e alguns membros da mesa criticaram esta postura do Governo Federal e outros defenderam, o que deu uma boa discussão. E olha que discussão não é briga, é colocar o debate em ação. Só isso! Entre pessoas maduras, crescemos na discussão. Afinal de contas, sempre está em voga o pensamento de Voltaire: “Não concordo com nenhuma palavra que me dizes, mas vou defender até a morte o direito de você dizê-la”.

Mas isso não vem ao caso. O que eu queria trazer mesmo é que um ouvinte enviou e-mail criticando a minha posição de defender o indulto. Lembro que alguns até se referiram como “insulto de natal”.

Voltemos ao ouvinte. Continuar lendo