Só há encontro com espontaneidade (Artigo)

… “As vezes tenho a impressão de que quase tudo em nossas vidas está sendo gelidamente pensado, matematicamente planejado, não dando espaço para o acaso, para o sincero, para o espontâneo”…

Crescemos nos encontros espontâneosUm dos grandes segredos de uma pessoa bem quista são os seus relacionamentos. Há quem diga que este não é um dos, ele é o mais importante, afinal de contas, uma pessoa assim é sempre um boa companhia, um papo agradável e desejada em muitas rodas.
Os mais interesseiros já olham só do ponto de vista de rede, web mesmo. Web é mais chic e tem gente que gosta. Quanto mais pessoas conhecer e conviver melhor, pois um dia a gente pode precisar, mesmo que esta pessoa não tenha tanta “importância” assim. Atente o leitor que importância está entre aspas e que se refere do ponto de vista do tal interesseiro citado hipoteticamente acima.

Ao se estudar estas relações “interesseiras”, na grande maioria das vezes, o que se percebe é um mundo vazio, onde ali, no meio daqueles seres humanos, não existe ou pouco se vive sinceridade, entrega, confiança. Existe sim um jogo no relacionamento que permeia o mundo dos negócios, se entrelaça nas amizades e pode chegar aos relacionamentos afetivos como namoro e até casamento.

Quando se está no “jogo”, pode-se dizer que na maioria do tempo, ou praticamente o tempo todo, entramos num script que nós mesmos aceitamos e passamos a reproduzir formas de ser, de pensar e de agir, mesmo não concordando com nada disso. No travesseiro – ah o travesseiro – , só aqui, é quem somos verdadeiramente.

Parece que estamos deteriorando nossas relações a cada tempo, sejam elas pessoais ou profissionais, e estamos perdendo o contato com a nossa essência, que é a ESPONTANEIDADE. As vezes tenho a impressão de que quase tudo em nossas vidas está sendo gelidamente pensado, matematicamente planejado, não dando espaço para o acaso, para o sincero, para o espontâneo.

Espontaneidade é falar o que se pensa com o devido respeito, é vestir o que se gosta observando os ambientes, é ser que se sonha sem olhar o sonho do outro, é fazer o que se deseja sem avaliar o que vão pensar de mim… é ser o que se é. O espontâneo é leve, solto, livre, alegre, como uma criança brincando numa praça numa primavera ensolarada.
Sem espontaneidade é impossível viver plenamente, afinal de contas, não há encontro verdadeiro se não for espontâneo. Com a espontaneidade, eu me posiciono frente ao outro e aceito que o outro faça o mesmo em relação a mim. E entre nós dois não há julgamento, pré-conceito ou coisa que o valha. Só há presença, aceitação, amor. Eu sou! O outro é. Aí temos as condições para sermos, enfim, um soma de “Eus” (D’Eus), ou simplesmente NÓS!
Ao não ser espontâneo, meço as palavras friamente só com o fito de não perder alguém como amigo, amante ou até mesmo de permanecer num emprego. Ao cortar este contato com minha essência pura, entro numa seara fria e sólida, que, aos poucos, pode me transformar em gelo.

Até mesmo este artigo, quando comecei a escrever, pensei que poderia ser mal interpretado. Que algumas pessoas poderiam se ofender. Mas aí me veio a idéia de que não há encontro se não for espontâneo. E da minha parte, não quero estar todas as quintas-feiras aqui no blogdolessa.com para agradar os outros. Vai ser uma farsa.
Estas são algumas das minhas idéias que penso e procuro agir neste momento, amanhã posso mudar. Não desejo que você concorde ou discorde, só gostaria que você procurasse me entender.

2 ideias sobre “Só há encontro com espontaneidade (Artigo)

  1. Li o artigo sobre a perda da espontaneidade nas relações… concordo plenamente e é um dos aspectos que vou abordar no meu livro, observei nos japoneses que eles fazem tudo mecanicamente, mantém um comportamento condicionados de acordo com as orientações do governo, da igreja, e dos antepassados.
    Eles estão naturalmente condicionados, ou seja, naturalmente mecânicos… rs… até a peregrinação eles fazem de acordo com um script rigoroso.

    Vou defender no meu livro de que peregrino não possui nação e nem religião, peregrino aceita o mundo do jeito que ele é com todas as imperfeições, o peregrino faz parte desse mesmo mundo e se aceita com suas próprias imperfeições… um peregrino aprende a respeitar a natureza da fauna e flora e caminha de volta para respeitar a si próprio, o seu natural, o seu instinto animal… enxergando a si próprio como um ser humano natural, sem condicionamento e “expontaneamente”, ele caminha ao encotro a si, encontro de Deus… o Osho alega que não existe e concordo com ele, Deus está dentro de nós, está no nosso lado animal (instintivo, emocional) e não no racional (no lógico, no mecânico). Não precisamos do racional para estarmos com Deus, entendeu?

    Maneca, tenho um respeito e uma grande admiração por você e, percebo através do artigo, que o momento que estás vivendo está plenamente harmonioso com os meus objetivos com relação ao livro… preciso de sua consultoria/assessoria para desenvolvê-lo… vamos conversar sobre preços e condições?

    Paulo Kaneko

  2. Queridos amigos do coração Manoel Mendes e Paulo Kaneko!! Quanta saudade de vocês.

    Adorei o comentário do Paulo Kaneko, e achei o texto exibido pelo Manoel Mendes excelente. Eu e um grupo de amigos aqui de COTIA, lemos e refletimos muito sobre esse tema.

    Manoel você é fantástico.

    saudades

    Rosana Costa
    COTIA – SP

    Ps.: Paulo Kaneko, encontrei uma pessoa muito parecida com você nesta semana (FLINT) é um Buscador e está saindo em Expedição para o ALASKA (SR. TAKASHI) e acabou de chegar do Deserto Atacama.

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