Jamais vamos nos banhar na mesma água. Tudo é um contínuo ir e vir, iniciar e encerrar, partir e chegar… viver e renascer
“Transtornos momentâneos, melhorias permanentes.” Este é o teor da placa de sinalização que encontrei em um dos trechos da duplicação da BR-101 que está há mais de dois anos em franco desenvolvimento no Estado de Santa Catarina. Provavelmente o leitor que, como eu, faz este trajeto entre o sul do estado até Florianópolis já deve ter se deparado com este letreiro: Transtornos momentâneos, melhorias permanentes.
São cinco palavras cujo objetivo, concluo, é inteligentemente pedir desculpas pelos “problemas” com a duplicação, que são muitos. Inclusive a questão segurança fica bastante prejudicada, provocando vários acidentes fatais neste trajeto. Subliminarmente, deduzo, os administradores daquele consórcio querem dizer que depois da tempestade vem a bonança. Que depois dos transtornos momentâneos, vêm as melhorias que vão ser permanentes.
É sabido que nada é pra sempre. Os cristãos, argumentando a bíblia,dizem que há o tempo das vacas gordas e o das vacas magras. Já os budistas trabalham com o conceito da impermanência. Karl Marx dizia que tudo que é sólido se desmancha no ar. E a música canta: “Não adianta escrever seu nome numa pedra, pois esta pedra em pó vai se transformar…”
Muito bem, nada é, a não ser Aquele que É. Tudo está e, por isso, tudo passa.
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